O Ensaio da Natureza

Publicado: 27.02.2012 em Sem categoria

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Natureza! Estamos rodeados e abraçados por ela: incapazes de

Nos separar dela e incapazes de ir além dela. Sem perguntar ou

avisar, ela nos captura em sua dança rodopiante, nos gira até

que estejamos exaustos e nos deixa cair de seus braços […].

Ela está sempre produzindo formas novas; o que é, nunca havia

sido; o que foi, nunca será novamente. Tudo é novo e, contudo

nada além do velho […].

Nós vivemos no meio dela e não a conhecemos. Ela está sempre

falando conosco, mas não revela seu segredo. Nós agimos

constantemente sobre ela, e contudo não temos poder sobre

ela […]. Ela sempre está construindo e destruindo, mas sua

oficina é inacessível.

Sua vida está em seus filhos, mas onde está a mãe? Ela é a única

artista […], sempre escondida sob certa suavidade […].

Ela se ama, e seus incontáveis olhos e inclinações estão

direcionados sobre ela mesma […].

Ela se regozija na ilusão. Todo aquele que a destrói em si mesmo

e nos outros é por ela punido com a mais severa tirania. A todo

aquele que a segue com fidelidade ela toma como um filho em

seu seio […].

Ela não é inteiramente avarenta com ninguém, mas tem seus

favores, com quem esbanja muito e por quem faz grandes

sacrifícios. Acima da grandeza ela estende seu brasão […].

Ela é a vaidade das vaidades; mas não para nós, não para quem

ela se fez da maior importância […].

Nós obedecemos as suas leis, mesmo quando nos rebelamos contra

ela; operamos com ela mesmo quando queremos operar

contra ela […]. Ela é ardilosa, mas por bons objetivos; e é melhor

não reparar em seus truques (J. W. v. Goethe – 1869)

Extraído do Livro: Porque Freud Rejeitou Deus –

Uma Interpretação Psicodinâmica

(Ana Maria Rizzuto)

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OBS:

James Strachey comenta que de acordo com Pestalozzi (1956) a autoria do Ensaio da Natureza é erroneamente atribuído a J.W.v.Goethe, sendo seu verdadeiro autor G.C. Tobbler – 1780, um Escritor Suíço; Goethe veio a conhecê-lo meio século depois e, em razão de uma paramnésia, incluiu-o em suas próprias obras.

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