Assembleias de Deus: um Império Dividido

Publicado: 07.04.2013 em Assembléia de Deus, Refexão

Considerada detentora do maior rebanho evangélico do Brasil, a Assembleia de Deus ocupa lugar de destaque entre as denominações nacionais, tanto em sua singularidade, como na sua popularidade, costuma-se dizer entre os meios mais tradicionais, que “a Assembleia de Deus é como o Bradesco: Toda esquina se acha!”. Com todas as mazelas, ela detém certa credibilidade da população, muitos, nos meios populares, afirmam que se um dia viessem a ser crente, queriam ser da Assembleia de Deus! Opiniões à parte, esses pensamentos permeiam a opinião popular, ao ponto de determinarem o layout mais coerente.
Apesar da escolha popular, a realidade na Assembleia de Deus foge dos parâmetros do imaginário de seus admiradores; em uma definição para esta denominação seria Um Reino Dividido. Atualmente regida pelos parâmetros da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil), as Denominação que queiram de fato possuir o Sobrenome assembleiano, Terão que se submeter a um tipo de ABNT Religioso, um padrão que assim venha determinar o que é uma Assembleia de Deus; Bem, nem todas se encaixam nos parâmetros impostos pela Convenção, e devido a isso, começam a surgir as diversas Denominações, cada uma com seu pastor presidente, que ostentam o Sobrenome Assembleia de Deus acompanhado de um adjetivo , porém, na realidade são resultados de rachas, intrigas, desentendimentos religiosos, “Revelações Espirituais”, em suma, são uma resposta ao NÃO institucional ou a rejeição a um novo credo que fuja do escopo das Doutrina Assembleiana. De olho nessa fragilidade, Homens gananciosos, aproveitam-se da boa fé daqueles que admiram o nome Assembleia de Deus, do crescimento anárquico em torno da denominação, da falta de cultura acadêmica na formação de seus líderes, e começam a montar suas Assembleias em garagens, casas, Quartos, agregam a si um número de fiéis, e pronto! está montada mais uma Assembleia de Deus, agora é só escolher um nome bíblico para seu ministério e colher os louros de um nome reconhecidamente forte no meio Cristão. 
Mesmo dentro da realidade “legalizada” do que é ser uma Assembleia de Deus, existem intrigas e desacordos que elevam os ânimos de Líderes presidenciais e seus fiéis. Como se não bastasse a infiltração das “Pseudo-Assembleias”, e as brigas entre as “Originais”, há ainda nesse universo os conflitos internos entre membros e liderança no que diz respeito ao tipo de liturgia de Culto, o que é e o que não é de fato legítimo do Espírito Santo, Doutrina versus Experiência, Administração Eclesiástica e Empresarial, que tipo de roupa é pecado, qual deve ser o comportamento do cristão contemporâneo, etc., inúmeras situações que dariam bons temas para novos concílios que de fato orientassem os pilares do Cristianismo dentro do mundo assembleiano; O que se percebe nessa guerra fria é uma luta de poder e status, sacrificando a parte mais frágil dos congregados e trazendo moldes nada Cristão àquilo que se entende por igreja.
É penoso testemunhar a decadência de um império. Uma Igreja que teve seu inicio em berço missionário, com pioneiros memoráveis, na acessibilidade de uma população menos assistida, onde se trabalhava segundo a ordem de seus líderes, sem mais interesses secundários; hoje, esquece suas origens e volta-se para as características de uma empresa, nada mais além disso. Essa denominação que em si escreve o nome do único Deus, hoje, vê-se confusa diante das brechas que foram deixadas abertas, minadas por raposas impiedosas, e deixando de ser o referencial forte que outrora orientava aqueles que buscavam um exemplo do que é ser seguidor de Cristo.

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