Amélias e Príncipes Encantados

Publicado: 30.07.2013 em Crônica, Mulher, Reflexão, relacionamento, Sociedade
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Antes a mulher esperava um príncipe encantado, que a cortejasse, que a encantasse; embora muitos soubessem que isto não passava de uma utopia, que príncipes encantados não existiam, poucos ousavam desiludir a donzela, e normalmente a história terminava com uma baita decepção… Nesse tempo, a mulher não se preocupava em procurar seu par, pretendentes vinham ao seu encontro, mesmo que ela não pudesse escolher, e mesmo que escolhesse errado, ou se tais pretendentes fugissem de sua imagem do ideal, fugia da regra a caçada feminina, ela era a presa e não o predador!
O tempo passa, e a história muda. Hoje, a população feminina vislumbra uma pátria quase que matriarcal; é certo que o machismo ainda é muito expressivo na sociedade, quer seja no ocidente ou no oriente, em menor ou maior grau, porém, começa-se a perceber uma forte mudança nos hábitos dos gêneros: Hoje os homens é que são cortejados, são presas fáceis neste mundo feminino! Ao invés de ver a donzela esperar seu belo príncipe encantado, vemos verdadeiras leoas avançando em uma caçada desleal contra os impotentes homens! Hoje é o homem que espera encontrar uma princesa, na linguagem popular – Uma Amélia! – e não há quem ouse desiludir o rapazola, afinal, a máscara de Amélia, a mulher de verdade, que não reclama, que espera o seu marido, perdoa suas falhas, e ainda substitui a mamãe do barbado, é uma ótima isca para a libido masculina… Mas a verdade é: AMÉLIAS NÃO EXISTEM! Devido a essa desinformação, o resultado não é diferente da mocinha que esperava um príncipe: DECEPÇÃO.
Com essa inversão inesperada de valores acontecendo em nosso tempo, a sociedade passa por uma mutação violenta. Casais não possuem mais seus papéis definidos, tanto faz o homem ou a mulher assumir um ou outro ofício, o que vale é o acordo entre ambos, o que de fato não é ruim, e o que não vem ao caso agora! O que se discute aqui é o papel do homem e da mulher na tomada de decisão em escolher seu parceiro. Podemos dizer que, apesar do homem não ter perdido o hábito do cortejo, hoje possui um forte concorrente: a mulher; Não afirmamos que o homem perdeu a atitude, mas é que a mulher está tomando as rédeas da decisão: é ela quem escolhe, mesmo que seja o homem que corteje  É ela quem decide sair, ficar, namorar, casar, beijar, brigar, separar, etc., é certo que existem casos que fogem à regra, mas exceções não se contam!
Do jeito que as coisas andam, o homem está perdido! Somos feito meninos perto da malícia feminina, somos presas fáceis diante de suas artimanhas, e não existimos perto de sua coragem! Somos pedras brutas perto de pedras lapidadas, opacos se comparados à sua transparência e delicadeza, desprezados quando aproximados da perfeição da beleza feminina. A mulher é a prova viva de que a força não supera a sutileza, o perfume, a beleza, a pureza e toda vontade contida dentro do olhar desejoso de uma alma feminina.
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